Melissa Basso

Melissa Basso

O plano B que virou plano A

Entre lágrimas, Melissa Basso conta sobre sua transição de carreiras e o amor pela fotografia de recém-nascidos 

Difícil não se emocionar quando encontramos uma história em que a Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos está tão entrelaçada com a carreira do associado. A história da Melissa Basso foi assim, impulsionada pela ABFRN.

 

Melissa Basso, fotógrafa de São Caetano, é mais uma profissional que viveu o emocionante clichê da fotografia: a transição de carreiras. Mel, como gosta de ser chamada, sempre foi apaixonada por fotografia, assim como seu marido. “Eu, meu marido e alguns amigos sempre viajávamos com máquina, fotografando. Quando fazíamos trilha para conhecer as cachoeiras na verdade o passeio era mais pra fotografar do que qualquer outra coisa”. Um dia, precisando relaxar e descansar do seu trabalho de bancária, Mel decidiu fazer um curso profissionalizante de fotografia, segundo ela, se era para estudar, que já fosse com tudo! 

Durante esse curso, Mel teve seu primeiro contato com a fotografia newborn. Seus olhos brilharam, já que ela sempre fora apaixonada por crianças e, como todo mundo, sentiu-se cativada pela fofura das imagens. A partir daí ela fez seu primeiro workshop na área e se apaixonou. Como o destino sempre dá um empurrãozinho, um amigo próximo de Mel estava prestes a ter bebê, o que a possibilitou de fotografar seu primeiro bebê. “Nessa situação eu percebi a importância de entender o recém-nascido, essa neném tinha uma tala no braço, o que limitou vários planejamentos que fiz para o ensaio. Mesmo assim, eu gostei muito”, conta. 

A ABFRN foi a referência que trouxe respostas para Mel. O professor do primeiro curso que ela participou indicou a associação para que ela pudesse tirar dúvidas sobre a fotografia newborn de forma mais apropriada. Em seguida, Mel conheceu ainda mais os ideias da associação em um evento. “Tudo que elas falavam sobre o intuito da ABFRN ia de acordo com o que eu pensava e queria para a minha carreira. Foi uma combinação de ideais. Ali eu já tive certeza que queria ser associada, só esperei um pouco para amadurecer a minha fotografia. Quando a hora chegou eu me inscrevi já fui aceita”.

Esse amadurecimento da fotografia aconteceu naturalmente, depois do primeiro bebê outros amigos foram chegando querendo fotografar seus bebês, até que o hobbie virou coisa séria. “Em um certo momento percebi que pessoas desconhecidas estavam chegando até mim pedindo pelos ensaios. Foi quando percebi que estava virando um trabalho e que eu precisava cobrar por isso”, conta a fotógrafa, que já atua há 7 anos. A fotografia, que sempre fora um hobbie para Melissa, se tornou uma atividade que consumia muito tempo, e ela se viu em frente de grandes decisões. “Decidimos investir em um estúdio e migrar de profissão. Eu estava grávida da minha segunda filha, fui montando o estúdio em paralelo e depois de algum tempo ele ficou pronto. Eu peguei meu plano B e transformei em plano A. Aceitei essa reviravolta”. 

Fazer uma transição de carreira como essa não é nada fácil. É preciso muito estudo, conhecimento e respaldo para se estabelecer em um novo mercado de trabalho. Melissa acredita, que participar da ABFRN é, acima de tudo, ter credibilidade com os clientes. “A partir do momento em que você tem um selo — a gente fala “ter um selo”, mas a verdade é que por trás dele tem muita coisa — os pais olham e identificam que somos profissionais preocupados com a segurança, conforto, atualização, passa essa credibilidade para os clientes”, explica Mel. 

Além disso, Mel sentiu particular acolhimento vindo da comunidade formada a partir da associação. É importante lembrar que a fotografia, em especial a de recém-nascidos, pode ser uma profissão muito individual, o que traz uma necessidade de conversa, troca de ideias e ter uma rede de apoio de pessoas que passam pelo mesmo que você. Melissa sentiu essa falta de troca ao sair do mundo corporativo, e a ABFRN trouxe a ela isso. “As meninas, todo mundo que faz parte da associação, estão lá como uma rede de amigos, dar a mão um para o outro para auxiliar e ajudar no que precisa. Eu acredito que isso é muito importante, sem contar que você consegue enxergar as tendências, ver o que está acontecendo na fotografia newborn do Nordeste ao Sul”, diz a fotógrafa. 

Ao ser questionada sobre o futuro, Melissa espera que a Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos siga fazendo seu trabalho de conscientização e segurança dentro desse mercado. Segundo a fotógrafa, esse é um segmento que só tende a crescer, e ao olhar sua própria fotografia, já emocionada, Melissa diz que espera ver mais pessoas entendendo que fotografia newborn nada mais é do que uma fotografia de família. Entre lágrimas, a fotógrafa contou o quanto é gratificante ver uma mãe sair de seu estúdio com foto dos irmãos juntos, as primeiras fotos! E também com os pais participando das imagens, até os próprios avós. “Se cada vez mais pessoas enxergarem esse envolvimento, que fotografia newborn não é só sobre fotografar o recém-nascido na fase em que ele está, maior vai ser a crescente da fotografia newborn. É um momento de celebração e união. E não podemos deixar os outros participantes dessa história de fora”, conclui Melissa Basso.